Da Série "O Último Jantar"
As flores estavam devidamente ajeitadas, a casa cheirava bem, o cachorro estava bem alimentado e dormente. Tudo estava como planejado para aquele que seria o último jantar a dois. Ela se emperequitou como uma donzela. Ele chegou cansado do trabalho, com aquela roupa branca suja de sangue dele que só ela conseguiria achar sexy.Após os beijos, os abraços e as palavras carinhosas de saudade, resolveram começar a refeição. Ele se lavou e sentou à mesa, cuidadosa e elegantemente posta, com três talheres de cada lado do prato e aquela coisa toda. Ela, no entanto, precisava buscar o prato principal no porão. Era pesada embora não fosse gorda. E isso a tornava mais apetitosa.
-Querido, vc pode me dar uma ajudinha? Acho que dei um mau jeito nas costas quando fui buscar nosso jantar.
-Claro doçura. Mas que belo pedaço de carne hein? Se limparmos bem essa maquiagem toda e as lágrimas, aposto que vai ficar divina!! Que bom que vc escolheu uma mulher, não aguentava mais o gosto da carne masculina.
-Eu sei. Eu tbm queria voltar a comer mulheres, os homens dão mais trabalho pra "preparar". Sem contar que a carne delas é tenra e o choro delas abre o apetite que é uma maravilha!
Ela era linda. Tinha carne por todos os lados e aparentava uma saúde exemplar. Seus lindos olhos castanho-claros eram vivos e brilhantes, agora em evidência por causa das lágrimas de medo. O pavor estampado em sua cara tornava a cena ainda mais romântica. Ele mal podia se conter diante de tal banquete.
Ela foi posta em uma bandeja enorme, com as mãos e os pés amarrados nas costas.Foi enfeitada com fios de ovos, uvas, rodelas de laranja e regada a vinho. Era o que eles gostavam de chamar de "puta com laranjas". E parecia de fato delicioso,os fios de ovos combinavam com seus cabelos loiros, cuidadosamente amarrados em coque para que não caíssem fios na refeição.
Após as preces, ele se pôs a amolar a faca enquanto a mulher servia o vinho. Ele puxou a perna para cima segurando pelo calcanhar da moça e cortou fora um dos glúteos, que segundo os açougueiros é a parte nobre do boi, logo, só pode ser a parte nobre dos humanos também. O sangue escorreu ferozmente, enquanto a moça urrava de dor e medo. Agora ela tinha apenas uma nádega, dividida proporcionalmente entre o casal.
-Nossa, vc escolheu bem essa carne! Há tempos que eu não comia um pedaço tão suculento de picanha! Vê essa gordurinha aqui? Deliciosa, melhor que isso, só quando comermos os seios!!
-Ah, amor, vc me deixou com vontade!! Corta um seio pra mim?
- Claro, fofurinha! Pra vc, qualquer coisa!
Ele esmurrou a cara da refeição para que ela não se debatesse muito na hora de ser virada de lado, embora ela não tenha sido desacordada em momento algum. Ela gania como um cãozinho apavorado e todos os seus músculos estavam retesados. Aqueles músculos dariam um ótimo acompanhamento para a sopa, seria puta ao molho pardo. Agora em posição fetal, ele pegou um dos seios e fatiou apenas o mamilo, dando na boca da mulher para que ela provasse o sabor. -"Hum, aprovadíssimo" disse a esposa, com brilho de satisfação nos olhos.
Então ele cortou o seio inteiro fora. O prato soltou um grito lancinante e desmaiou, o que facilitou muito o processo de desossamento. A esposa queria fazer um salpicão de puta desfiada! E foi o que fez, terminada a refeição. O marido lavou os pratos, o cachorro acordou , a mesa foi tirada, o vinho acabou.
Empanturrados, ainda tinham sopa e salpicão de puta com maionese. Era comida para mais de uma semana. E assim que acabou, os ossos foram dados ao bicho de estimação. Enquanto ele arrancava a carne restante dos ossos e mastigava a língua e os olhos da moça, marido e mulher se reuniram no quarto do casal. As cordas já estavam preparadas no teto. As banquetas devidamente colocadas em seus lugares.
Eles deram o último beijo. O último jantar. Adeus.

Até a próxima refeição.
Escrito por Mestre de Obras Estranha às 17h44
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